PARECE Vegano, ou Orgânico, ou Funcional (saudável), ou integral, ou Fitness, ou Crudívoro , etc.. SÓ QUE NÃO!
Alimentos ou produtos industrializados que não são o que apregoam ou só se assemelham ao que se espera comer, mas na verdade são completamente diferentes do que se esperava ou buscava. Propagandas enganosas de produtos, restaurantes e serviços, dizem que é uma coisa, mas na verdade é outra (normalmente bem pior, é claro!), têm embalagens que escondem ou normalmente usam letras bem pequenas, que ninguém consegue ler, camuflam verdadeiras armadilhas e perigos para nossa saúde, de todo o meio ambiente, incluindo, os animais.
Dizem que comer transgênicos e agrotóxicos são escolhas para os veg(etari)anos, só que estes estão dizimando milhares de animais (ou seja, alimentos transgênicos não são veganos!), Pão integral que parece saudável, mas tem plástico na massa, Restaurante que usa o símbolo "V" e vende frango, peixe, laticínios, etc., tem restaurante com alcunha de "orgânico", porém é tudo transgênico e com agrotóxicos, criam "formulas" para tirar agrotóxicos dos alimentos, no entanto, é impossível, tem sanduíche "Veggie" no mercado repleto de proteína animal, tem produto que se diz crudívoro vegano, só que é altamente processado, o "trigo" é acusado de vilão por causa do glúten, entretanto, é balela, tem requeijão 100% vegetal, que é um perigo para nossa saúde e, ainda, comidas que se dizem funcionais e orgânicas, só que não! Continue lendo o texto, vou decifrar muitas “pegadinhas” e grandes picaretagens do que PARECE, MAS NÃO É!
- TRANSGÊNICOS (OGMs) NÃO “EXPLORAM” OS ANIMAIS, ENTÃO, É OPÇÃO DO(A)S VEGANO(A)S COMEREM OU NÃO? SÓ QUE NÃO!
- OS OGMs NÃO LEVAM AGROTÓXICOS, BOA ALTERNATIVA AOS CONVENCIONAIS (COM VENENO, ADITIVOS QUÍMICOS!)? SÓ QUE NÃO!

Aviso a(o)s Veg(etari)an@s, os transgênicos (e também muitos agrotóxicos) dizimaram e continuam matando milhares de animais todos os dias! Já ouvi muito veg(etari)an@ dizendo que comer ou não “alimentos transgênicos (OGMs) era opção pessoal”, pois não “explorava e matava os animais”. Só que não!
Se não se informou, vou ajudar aqui: é comprovado que as plantas transgênicas por sofrerem manipulação genética em laboratório e receberem um gene inseticida (e depois durante o processo de semeadura, mais doses de herbicida –glifosato-) que vai combater pragas, fungos, insetos, etc. na lavoura tende a afetar a vida microbiana no solo, levando ao solo infértil (já existem áreas assim nos EUA) devido ao risco de contaminação cruzada e, tragicamente, os impactos em todo ecossistema são terríveis – sumiço em massa de abelhas (as maiores polinizadoras da natureza, sem elas a diversidade de grãos e sementes desaparecerá e, infortunadamente, a vida humana na terra logo após), desaparecimento de microorganismos e insetos, como minhocas, formigas, besouros, joaninhas, etc.. E outros importantes polinizadores sofrerão os impactos, como os pássaros e os morcegos que se alimentam desses insetos contaminados com defensivos agrícolas, principalmente, o glifosato (mais de 70% dos OGMs são manipulados em laboratório para receberem esse herbicida), portanto, toda a cadeia alimentar é afetada.
Um exemplo claro é o sumiço de espécies bem comuns, como os pássaros pretos “Black birds” nos EUA, não só das áreas de produção de OGMs, mas também, de todo o seu entorno por muitos quilômetros. Isso sem esquecer a tragédia em Gavião Peixoto http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/02/2-agrotoxicos-mataram-4-milhoes-de-abelhas-em-gaviao-peixoto-diz-laudo.html (município no interior de SP) no início de 2014, sendo que o uso de agrotóxicos em lavouras de feijão, café e soja foram responsáveis pela morte de mais de quatro milhões de abelhas (acima de 130 colméias) segundo resultados de exames feitos nas abelhas mortas por um laboratório. A análise, feita a pedido da Secretaria de Meio Ambiente, apontou a presença de princípio ativo do fosfonometil, mais conhecido como glifosato, e que está presente em cerca 20 marcas de herbicidas aplicados para eliminar mato e pragas.
Enfim, os transgênicos (e agrotóxicos em geral) causam um desequilíbrio na natureza, exterminam cruelmente os animais e, sem falar nas rações dos animais domésticos (cães e gatos), gado, aves, porcos, etc. que são feitos a base de soja e milho transgênicos que enfraquecem, diminuem a expectativa de vida e os adoecem com cânceres e anomalias das mais diversas, que não acontecia no passado, quando estes eram alimentados com a nossa própria comida ou viviam soltos no pasto.
Se você é vegetariano(a) ou vegana(o) saia da “zona de conforto” e pare com essa “ladainha” de dizer que comer ou não transgênicos é opção. Opção pessoal é escolher se quer ou não comer “miojo” e “junk food” 100% vegetais, diferente dos transgênicos que são comprovadamente um dos maiores exterminadores de animais no mundo. Segundo pesquisas da “Organic Consumers association (OCA)” www.organicconsumers.org , hoje os cultivos de OGMs exterminam mais animais que a avicultura e a pecuária extensiva juntas! Enfim, alimentos transgênicos (OGMs) não são veganos! Pense, faça sua parte, combata os OGMs e agrotóxicos e, mude já!
O ideal era a troca e consumo, quase que exclusivamente de orgânicos, não obstante, sei que para muitos ainda é uma realidade difícil, seja pelo preço, seja pela dificuldade em achá-los. Até a total popularização e acessibilidade dos alimentos orgânicos (certamente o processo já acontece e, em poucos anos os alimentos orgânicos serão tão fáceis de achar e consumir, assim como, foi o arroz integral, que há 20 anos só se achava em lojas de produtos naturais e mercados específicos e, o preço era bem alto, hoje se popularizou e praticamente qualquer mercado vende o arroz integral junto do arroz polido); então, comece rejeitando a soja, o milho e seus derivados, que são alimentos transgênicos mais difundidos, como a PTS (carne de soja), óleo de soja, amido de milho, biscoitos de amido de milho, xarope de milho, frutose, caramelo, maltodextrina, fermento químico, etc.. Troque pelas versões orgânicas e substitua quando não existir (EX.: Não há produção de amido de milho orgânico no Brasil, substitua pelo polvilho ou farinha de arroz, o resultado é similar e, se evitará os OGMs no seu prato.).
Como consumidores é importante saber como os produtos que consumimos são produzidos. Ainda mais quando se trata de alimentos. Pois, além dos impactos com a natureza, estes trazem uma conseqüência na nossa saúde. Para todos veg(etari)na@s ou não, é bom ter acesso a informações que mostram que vale a pena pagar mais pelos orgânicos. Por isso, é bom que se repita: o uso de herbicidas (fitossanitários) não diminui com a expansão dos transgênicos, muito pelo contrário, só tem aumentado como inclusive, comenta um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, exemplificado mais abaixo.
A multinacional de engenharia de alimentos Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT – inicialmente usado como inseticida e depois, largamente utilizado por agricultores no controle de pragas nas lavouras após a “revolução verde” dos anos 60, que passou a priorizar a monocultura, principalmente do milho, soja, trigo e arroz, que diminuiu a diversidade no campo e a rotação de culturas, abrindo caminho para pragas, insetos diversos, solos empobrecidos, etc..O uso extensivo do DDT trouxe riscos ainda maiores, uma vez que a substância tóxica se infiltrava nos lençóis freáticos e mananciais. Então, tinha efeito cumulativo no organismo, provocava partos prematuros, com danos respiratórios, neurológicos e cardiovasculares aos bebes, é comprovadamente cancerígeno, poluiu rios, contaminou peixes, matou centenas de animais como pássaros e, foi banido em vários países na década de 70, mas no Brasil só em 2009.
Nos anos 90, os transgênicos foram defendidos como alternativa benéfica para a agricultura: as modificações genéticas levariam à redução da fome no mundo, pelo aumento da produtividade e à diminuição do uso de pesticidas. No entanto, as “ervas daninhas” adquiriram resistência – especialmente a linha Roundup (substância química: o glifosato), principal herbicida usado em OGMs. As gigantes da agroquímica estão criando sementes para agüentar produtos mais agressivos, porque o glifosato sozinho já não é eficiente para matar “plantas invasoras”. Também a fome mundial aumentou, nos últimos quinze anos. Os argumentos de que, com os OGMs, a agricultura utilizaria menos agrotóxicos e resolveria o problema da fome falharam.
O relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, simplesmente mostra dados, que desmascara a propaganda enganosa dos fabricantes de transgênicos. Estes sempre disseram que o aumento das lavouras transgênicas tolerantes ao herbicida glifosato diminuiria o uso do mesmo. Na verdade, o relatório dos EUA diz que o uso do herbicida glifosato associado às lavouras transgênicas, aumentou drasticamente ao longo dos últimos anos, enquanto o uso de outros herbicidas, ditos mais tóxicos como a atrazina não diminuiu. O relatório mostra, nos estados avaliados, o seguinte crescimento: de 2 milhões de Kg no ano de 2000 para 25,8 milhões de Kg no ano de 2010. Então, 13 vezes mais. Estes dados se referem apenas a lavouras de milho. E isso não difere nada da nossa lavoura nacional. Sendo que o brasileiro consome em média 5 litros de veneno ao ano, por conta da contaminação pelo glifosato na lavoura, água, etc., segundo parecer da ANVISA.
Recentemente foi aprovada uma lei absurda que permite o uso de transgênicos no país sem a rotulação obrigatória nas embalagens (apesar de que, a rotulagem nunca foi 100% respeitada, inclusive, muitas empresas se recusaram desde o início da obrigatoriedade de estampar o “T”-transgênico- nas embalagens de seus produtos, a “Nestlé” e “Bauducco”, além das que processam produtos derivados do óleo de soja - PVT ou PTS, a carne de soja-, por exemplos, assim como, os fast foods, que usam muitos OGMs). Mesmo assim, isso é grave, vai contra o estatuto do consumidor, pois além de estarem nos privando da informação da produção do alimento, parece também ser uma forma de nos fazer engolir goela abaixo puro estratos de veneno.
Para começar, vamos explorar algumas pesquisas que tem acontecido já há mais de 10 anos que confirmam e relatam as conseqüências do consumo dos alimentos OGMs em processos inflamatórios na periferia do corpo, tais como os intestinos e, como isso conduz a processos inflamatórios degenerativos dentro do cérebro. Especula-se que o glifosato seja responsável pelo crescente número de crianças nascidas com autismo nos últimos anos. Também se supõe que em 2020 aumentará drasticamente o número de crianças autistas por esse “vício” das lavouras por glifosato, que é alegado erroneamente para suprir a fome mundial, ou seja, é trágico para todo o planeta terra e desumano!
Toda essa alienação da mídia e apelo pelo glifosato parece em uníssono tom, com o que disse nos últimos anos a nossa cretiníssima ministra da agricultura Kátia Abreu (alcunha de “Ministra Moto-serra”. Por que será?):- “ Pobre tem que comer agrotóxico, sim!”. Quiça seja ex-ministra logo e, tenhamos um governo mais preocupado com o meio ambiente, os nossos animais, com a saúde de seu povo e com os pequenos agricultores.
Sem sombra de dúvida, o glifosato é o novo DDT e, precisamos bani-lo e expor a realidade da perda da diversidade de sementes e sumiço das sementes crioulas e o oligopólio de meia dúzia de empresas que controlam mais de 75% do mercado mundial de sementes- e a maioria é de multinacionais transgênicas (Monsanto, Bayer, Dow, Dupoint pionner, Syngenta, etc.) que privatizam as sementes e escravizam os produtores rurais.
Devemos lutar pela nossa soberania alimentar rejeitando os OGMs e agrotóxicos em geral e, investir na agrobiologia, fazer uma verdadeira revolução no campo e dar subsídios para os pequenos produtores rurais de orgânicos.
https://www.rt.com/usa/usda-gmo-risk-report-537/
http://www.ucsusa.org/food_and_agriculture/our-failing-food-system/genetic-engineering/report-documents-pesticide.html
http://outraspalavras.net/brasil/transgenicos-mais-agrotoxicos-na-sua-mesa/
http://www.nossofuturoroubado.com.br/arquivos/marco_10/multiplas.html
https://ograndejardim.wordpress.com/2015/06/05/a-monsanto-esta-destruindo-os-graos-e-a-vida-de-todos/

- RESTAURANTE no RJ c/ O SÍMBOLO VEG(ETARI)ANO (V) na ENTRADA. SÓ que VENDE FRANGO, PEIXE, etc.
A propaganda “enganosa” é alma do negócio! Só se for do negócio espúrio, é o fim da “Catacumba” usar a letra “V”(em verde), o símbolo do veg(etari)anismo no logotipo da empresa (restaurante e congelados) e na entrada, no caso, o Restaurante “Cheio de Vida” na Rua 13 de Maio, 33 -4° andar no Centro da cidade do Rio de Janeiro, que tem no cardápio e congelados frango, peixe, laticínios, ovos, etc..
Que se diga “natural”, “conceitual”, “comida saudável” – na verdade não concordo muito, usar bicho morto e transgênicos no cardápio, LDL colesterol, hormônios diversos, metais pesados, glifosato, etc., que são comumente encontrados em PTS, a carne de soja OGM, frangos, peixes, ovos e laticínios não têm nada de natural e muito menos saudável! - , mas ok. Convencionou-se dizer que é “natural” e “saudável” somente por ter saladas (mesmo com ingredientes de origem animal e muitos venenos – agrotóxicos e aditivos químicos) e alimentos “sem glúten” (total falta de informação e modismo isso, a culpa não é do trigo, é do glifosato, saiba mais lendo todo o artigo), ou sem fritura (mas e a gordura LDL colesterol dos animais é tão ou mais pernicioso que a fritura em imersão!), ou se dizer “integral” e usar uma quantidade ínfima de farinha de trigo integral e a maior parte de farinha refinada, etc.. Vamos fingir que é válido todo esse “conceito de natural e saudável”, que prega o restaurante, porém, daí a utilizar um símbolo amplamente utilizado para definir produtos ou serviços veg(etari)anos é muita falta de bom senso e no mínimo oportunista!
Desde meados dos anos 70 o presidente e fundador da “Sociedade Vegetariana judaica” Willian Pick pensava em lançar um símbolo para o vegetarianismo mundial. Em meados dos anos 80 este símbolo foi criado pelo artista italiano Prof. Bruno Nascimben, (Castenaso), o famoso “V” em verde com uma folha no lado direito do “V”. Este símbolo foi rapidamente adotado e tornado popular para vegetarianos e veganos de todo o mundo. Este símbolo foi registrado para um mercado de produtos vegetarianos na Suíça em 1996. Conseqüentemente, muitos países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Finlândia, França, Alemanha, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Suíças, e muitos outros, inclusive fora da Europa) registraram o símbolo em 1997 para diversos comércios veg(etaria)anos como restaurantes, mercados, padarias, entrepostos, acessórios, roupas, etc..Mas todos, sem exceção, não matam ou vendem animais. O que difere bem desse restaurante e congelados “Cheio de Vida” (na verdade, cheio de animais mortos e explorados) que quer pegar carona no movimento pela libertação dos animais. Respeito pelo símbolo veg(etária)ano é o mínimo que se esperaria de um Restaurante que prega um monte de “conceitos”, não obstante, de ético não tem nada!
http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=1245&Itemid=96
- RESTAURANTE no RJ c/ NOME de “ORGÂNICO”, SÓ QUE NÃO! “Refeitório Orgânico” em Botafogo no RJ , é um restaurante vegano, que já induziu ao erro muitas pessoas, e não só veganas. Apesar de estar situado num local estratégico, perto do metro, o restaurante é muito bem posicionado, afastado do “burburinho” e barulhos da rua, a ambientação é muito agradável e, convida a reunião de amigos e um bom bate papo em volta de um Buffet com dezenas de opções, a comida peca pela falta de orientação nutricional e parece comida de carregação- carregada na gordura ruim, no sal, nos venenos, e, amiúde, no preparo sem cuidados!
Conheci um estilista que não é veg(etari)ano, nem nada, mas curte “alimentos saudáveis” e evita os agrotóxicos e transgênicos e, dizia que sempre que ia trabalhar nos arredores de Botafogo, escolhia este restaurante, por ser “orgânico”. SÓ QUE NÃO!
O nome é de um descaramento total, pois o dito refeitório, além de ser abastecido pela “CEASA” (um dos maiores centros de abastecimento do país- que fornece alimentos convencionais, ou seja, com agrotóxicos e transgênicos); e de saudável não tem nada, a fritura (alimentos, mesmo tubérculos e legumes quando expostos às altas temperaturas em imersão, perdem suas propriedades naturais e saudáveis, além de desenvolver glicação, alteração molecular provocada pela fritura e que pode provocar câncer e doenças cardiovasculares) come solta, o glutamato monossódico (sal industrial que está associado a doenças do sistema nervoso como Alzheimer e Parkinson) impera nas receitas e têm muitos pratos “pesados”, e não mais de uma pessoa já passou mal depois de comer lá (eu inclusive!).
Infelizmente, a falta de fiscalização e órgãos reguladores sérios- não tem como exigir da ANVISA uma ação mais contundente-, permite que um restaurante que usa transgênicos e agrotóxicos possa ter a alcunha de “ORGÂNICO”.
Lembro que na Itália em 2014 ou 2015, um produtor de tomates, que se dizia “produtor de orgânicos” foi retirado de uma “feira” local direto para a delegacia e depois preso, por vender produtos adulterados e com agrotóxicos, enganando a população local. Falta muito para que comerciantes brasileiros inescrupulosos sejam proibidos de ludibriar o povo e, claro, presos e condenados!
Isso não é correto com a população que merece respeito e quer ter o poder de escolha do que consumir e, além disso, acha que faz um bom investimento, pagando um preço um pouco maior, o que é justo, por um alimento que se considera livre de venenos, mas na realidade, não é o que foi propagado e pode ainda prejudicar a saúde. Absurdo total!
O dito “Refeitório Orgânico” poderia no mínimo, ter dignidade e mudar seu nome para “Refeitório VEGANO”, “Refeitório VEGGIE”, ou o que fosse, mas “Orgânico” no mínimo é deboche e escárnio pelos consumidores, sejam veg(etari)an@s ou não!
Tem o caso de um restaurante/lanchonete vegano, que assim que abriu em Copacabana distribuiu panfletos fazendo propaganda do restaurante onde se lia: “Almoço Vegano e Orgânico”. Resolvi dar uma passada no local, já que estava pelas redondezas, ao chegar lá perguntei como eram os “pratos de almoço”, e fui informada que tinha salada de folhas de entrada e o prato principal, que consistia de arroz + feijão e legumes ou massa + molho e legumes (dependendo do dia). Nisso perguntei quais eram os alimentos orgânicos e quase cai para trás: só a salada! Escárnio total com o cliente, panfleto que induz ao erro, e muitos clientes ansiosos por comer algo vegano e orgânico não se preocupam em perguntar o que realmente provém de produção agrobiológica. Absurdo da enganação!
- ORGÂNICO? SÓ QUE NÃO! E continuando com a “pérfida saga” de dizer que é orgânico, sem ser! Mau caratismo e desonestidade a mil, tem um grupo que quer “entrar na onda” dos orgânicos e nem se preocupa com o que oferece para os outros e o que diz e faz.
Os alimentos de cultura biológica (orgânicos) são alimentos que vão muito além de serem livre de agrotóxicos, transgênicos e aditivos, são mais éticos pois respeitam o meio ambiente e animais e, mantém o equilíbrio de todo ecossistema, sem esquecer da valorização da mão de obra, que na sua grande maioria está em pequenos grupos rurais e não em conglomerados do “agrobusiness”(agronegócio convencional).
Sei que vivemos uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos e, que muitas pessoas ao sentirem uma situação mais apertada viram o nicho de alimentos veganos e, agora também, orgânicos, como oportunidades de fazerem um dinheiro extra ou até, mudar de ramo. Como trabalho com alimentos 100% vegetais e orgânicos há mais de 10 anos percebo cada vez mais que muitas pessoas, começam a fazer comida para fora (congelados, de festa, etc.) e a anunciar aqui e ali, suas “especialidades”. O que não vejo problema algum, muito pelo contrário, acho interessante, mais opções no mercado, porém, o que me assusta é que de uma hora para outra, as pessoas se dizem “especialistas, nutricionistas, etc.”, e saem vendendo o mau como se fosse bom e a tudo chamam de “orgânicos”.
Num evento vegano no RJ, um dos participantes alegava que fazia quitutes orgânicos. Então, uma cliente e amiga foi ao stand e viu um Bolo de cenoura com cobertura, ficou muito interessada e perguntou quais eram os ingredientes orgânicos. Nisso, a cozinheira que fez o bolo, disse que a cenoura e o açúcar eram os ingredientes orgânicos. Dias depois, minha cliente me contou e eu fiquei pasma. Como assim, isso é um bolo de cenoura orgânico? Um bolo de cenoura leva no mínimo, cenoura, açúcar, farinha, óleo vegetal, leite vegetal, fermento em pó e, cacau e chocolate em barra para a cobertura. Ou seja, são em média 8 ingredientes, e somente 2 ingredientes eram orgânicos (e diga-se de passagem os mais baratos, o açúcar e a cenoura). E ainda, há o perigo de se levar ingredientes transgênicos (talvez o óleo e o fermento); é bom que se saiba que, se houver um único alimento transgênico numa receita, e não importa quantos mais forem orgânicos, não se pode mais dizer que este é alimento orgânico, ele foi contaminado pelos venenos e processos genéticos dos OGMs. Não é e nunca foi orgânico! Propaganda enganosa!
Também já vi pessoas que querendo adentrar na “onda” dos orgânicos, mas no fundo sem nenhuma ética ou conhecimento do que se trata, e começam a fazer “eventos” de comida vegana, apregoam que usam “alimentos orgânicos sempre que possível!”; como “sempre que possível”??? O que isso quer dizer? Que nunca usarão orgânicos, ou usarão só quando for “bem baratinho” ou “fácil de achar”. Fazer pratos com 90 ou 100% alimentos orgânicos é possível sim! Os alimentos que preparo, sua grande maioria é com 100% de ingredientes bioecológicos (orgânicos). Essa é a culinária que acredito, apregôo e preparo todos os dias. Posso fazer substituições, se não acho batata inglesa orgânica, substituo por inhame, cará ou aipim orgânico, etc..Se vou fazer uma torta de limão, e não é época de limão orgânico, substituo por torta de laranja, abricó ou de kiwi, ou a fruta da estação. Precisamos aprender a conviver com os ciclos da natureza e, ao mesmo tempo, diversificar nosso leque de receitas e incursões em diferentes alimentos. Agora alegar que usará “alimentos orgânicos sempre que possível”, induz o consumidor ao erro, este acha que está comendo um alimento isento de agrotóxicos e transgênicos. Se não prepara alimentos realmente orgânicos, não diga nada e nem faça propaganda enganosa, somente se o cliente perguntar, aí sim, se diz exatamente o que se leva de ingrediente orgânico. Agora dizer que é orgânico sem ser de verdade é total falta de ética e trapaça!
Há poucas semanas foi muito difundido um grupo de jovens universitários da grande SP que começou uma linha de congelados “veganos e orgânicos” Um cliente meu entrou em contato com o grupo e recebeu a listagem de produtos orgânicos: temperos, verduras, legumes e tubérculos. Porém, todos os pratos de congelados da semana levavam um tipo de leguminosa (feijão preto, branco, grão de bico, lentilha, etc), massas (panquecas, tortas, etc.) ou arroz ou quinoa, etc., além da gordura do preparo, etc., e esses, bem esses alimentos eram convencionais, com agrotóxicos e até de repente OGMs. Novamente, um absurdo, total falta de escrúpulo; compram os alimentos mais baratos orgânicos, e o restante, de maior peso, com agrotóxicos. Assim, realmente é fácil se dizer “orgânico” e cobrar um preço “baratinho”.
Até quando ainda teremos que “engolir” inescrupulosos comerciantes que exploram ou tiram proveito da situação e da necessidade imperiosa por alimentos orgânicos de modo tão pouco ético e respeitoso com as pessoas?
- FAZ ALIMENTOS FUNCIONAIS? SÓ QUE NÃO!
Primeiro, alimentos funcionais são prerrogativas de nutricionistas ou alguém que fez uma pós-graduação sobre o estudo, curso específico de alimentação funcional, etc.. Vamos entender do que se trata. A dieta funcional busca garantir que o organismo funcione melhor graças ao consumo de alimentos poderosos e suas melhores combinações biodisponíveis, tanto do ponto de vista da nutrição quanto da prevenção de doenças. Funcional é todo o alimento, ingrediente e sua combinação que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos benéficos à saúde. Em sua composição são encontrados compostos bioativos, capazes de atuar como moduladores dos processos metabólicos, prevenindo o surgimento de doenças degenerativas e ofertando bem-estar, energia e qualidade de vida.
Já vi pessoas dizendo que faziam “comida funcional” simplesmente por agregar alimentos ricos em nutrientes como farinha integral, chá verde, semente de chia, quinoa, amaranto, etc.. Não obstante, por falta do saber nutricional, no momento de preparo, cometiam deslizes como adicionar alimentos transgênicos (saiba mais dos malefícios acima), fritar em imersão, combinar com alimentos que dificultam e até impedem a absorção de nutrientes, etc..
Um exemplo: uma cozinheira de alimentos veganos divulgava seus produtos nas redes sociais como “funcionais”, pois como usava farinha de trigo integral (achava que bastava para se dizer “funcional”) nos salgados como coxinhas, risoles, etc., e para “agregar saúde e disposição”(só que não!), todos eram fritos em imersão e, ainda, em óleo transgênico (canola). Ou seja, de “funcional” não tem nada!
Enfim, cozinhar é alquimia pura, as miríades de alimentos são inesgotáveis e sugerem sabores mil, mas daí a se dizer “funcional”, que traz proteção e benesses ao organismo, tem que estudar muito para entender de química dos alimentos, fisiologia do organismo, inter-relações metabólicas da nutrição, técnicas de preparo, etc., que a maioria das pessoas, mesmo sendo excelente cozinheira(o) ou “chef” não domina. Então, cada um no seu “quadrado”, respeite seus limites de conhecimento, faça e comercialize seus alimentos gostosos, porém, deixe alimentos funcionais com quem realmente entende do assunto.
- PÃES PLUS VITA “GRÃOS”, INTEGRAL, da “Linha FIT” etc. SÃO SAUDÁVEIS? SÓ QUE NÃO!
Como são as coisas, em meados de 2010 quando voltei dos EUA fiz uma análise bem acurada dos pães de forma mais populares vendidos nos supermercados, e cheguei a elogiar os pães “integrais e light” da marca “Plus Vita”, pois mesmo sendo industrializados, levando alguns aditivos químicos, cumpriam o que prometiam, e tinham pães realmente integrais. Mas, desde 2015, com uma nova formulação e mudança do nome da linha, de “Light” passou para “FIT”, a empresa resolveu acrescentar uns “venenozinhos” e comprometer totalmente a qualidade. Se não bastasse, muitos dos pães ainda foram acrescidos de muito açúcar refinado e mel – subproduto que deve ser evitado não somente por vegan@s, não só pela questão de exploração das abelhas, mas pelo sério risco de extinção das maiores polinizadoras que garantem a diversidade de grande parte dos “hortifrutos” do planeta.
Ou seja, o cliente chega e lê que o pão “Plus Vita” tem diversas opções como: é “integral”, com “fibras”, leva não sei quantos “grãos”, etc., e acha que é saudável e aceita pagar uma pouco mais, já que estará “investindo” na saúde e qualidade de vida! Só que não!
Vire a embalagem e leia os ingredientes, agora adicionaram a “AZODICARBONAMIDA” nos pães integrais “PLUS VITA”. A azodicarbonamida é um aditivo alimentar conhecido por E927. A azodicarbonamida é usada para fazer o pão inchar mais e ficar fofinho, entretanto, também é usada para fazer plásticos e emborrachados aerados, pois quando aquecida a 200°C ela libera gases que criam estas pequenas bolhas. Só que estes gases são tóxicos, um deles é a amônia. Comprovadamente causadora de asma em pessoas pré dispostas, outros males respiratórios, alergias diversas, e etc..O produto é proibido na Austrália e na União Européia para uso alimentício, sendo que na Europa foi proibido até para usar na fabricação de emborrachado “aerado”(o MAT, o tapetinho de Yoga é um exemplo). Quer dizer, a azodicarbonamida é o mesmo produto químico para fazer solas de sapatos, tapetes de ioga (MAT) e outros objetos emborrachados e, claro, no Brasil, os pães “Plus Vita”. Ou melhor, na Europa e Austrália nem para melhorador de plástico serve, e aqui é usado livremente no pão. E nem adianta a alegação de que leva uma quantidade mínima, ninguém que comer “plástico”, “petróleo”, “água sanitária”, “fezes”, mesmo em quantidades dita “seguras”, já chega o ar poluído que respiramos, a água contaminada por metais pesados, alimentos cheios de hormônios, venenos e aditivos químicos diversos que nem sabemos do que se trata, etc.. VERGONHA! A denúncia está feita, cabe a nós consumidores reclamarmos com o SAC da empresa, e boicotarmos esses pães já! Deixe mofar nas prateleiras. Se quiser uma boa indicação de pães saudáveis e integrais, leia aqui: http://www.ecocheervegan.com/nutricao-vegetariana/67-a-farsa-dos-paes-de-forma-integrais-
- TEM AGROTÓXICO NO ALIMENTO, MAS TEM “SEGREDINHOS” de COMO TIRAR. SÓ QUE NÃO!
Está cheio de agrotóxico, mas tem como tirar o veneno usando “bicarbonato de sódio”, “iodo”, “sabão”, “reza forte”, "carvão",etc.. Só que não! Começaram a circular pela internet , e até na TV, fórmulas milagrosas- inclusive muitas propagadas por nutricionista e médico (no mínimo irresponsável para não dizer picareta, procurando mídia, ou então, é um completo ignorante!)- para retirar os agrotóxicos (herbicidas) dos alimentos. Por favor, não propaguem essas matérias. É IMPOSSÍVEL RETIRAR AGROTÓXICOS DOS ALIMENTOS!
Esses procedimentos relatados acima, no máximo vão matar microorganismos indesejados e só servem para higienizar a comida e, talvez, se consiga retirar um pouco do agrotóxico da casca, muito pouco mesmo, porque o herbicida penetra no alimento. Há os agrotóxicos que atuam por contato e os que atuam sistematicamente. Talvez algum "método" sirva para remover os resíduos dos pesticidas de contato. Não obstante, para a maioria de agrotóxicos atuais usados na lavoura, ou seja, os sistêmicos (em geral, os fungicidas) não vai funcionar a contento; se fosse assim, o problema da população inteira em relação aos venenos usados na agricultura estaria resolvido. Isso não procede.
Eliminação total ou parcial é impossível, pois há a absorção de defensivos agrícolas durante todo o desenvolvimento do alimento, principalmente se tratando de produtos agroquímicos que o fundamento é a base de zinco ou estanho, eles penetram nos alimentos! Para se ter uma idéia, um único alimento como o pimentão, o tomate, o pepino, a cenoura, o morango, a uva, o abacaxi, o mamão, a alface, a couve, o arroz, o trigo, etc.- são os mais bombardeados por fitossanitários, segundo dados da ANVISA-, chegam a receber de 30 a 40 dosagens de venenos extremamente fortes durante todo o cultivo. Se fosse assim, o problema de agrotóxico estaria resolvido, e ninguém precisaria se preocupar com produtos orgânicos.
Sabemos que a única forma de comer sem venenos, é procurar por alimentos orgânicos certificados, ainda estamos longe de muitos países da Europa e dos EUA, em que esses alimentos frescos ou industrializados são facilmente achados em mercados exclusivos ou em supermercados tradicionais, por preços acessíveis e próximos dos convencionais (com agrotóxicos). Porém, é perfeitamente possível e viável a expansão em todo o Brasil, depende apenas de interesse do governo em real investimento em reforma agrária e agroecologia. Ou então, se você tiver oportunidade cultive seu próprio alimento! Só não caia nessa de “exterminar” agrotóxicos com “pajelança”!
- VEGGIE BURGUER (da Burguer King) É OPÇÃO VEGANA? SÓ QUE NÃO! NÃO É VEGANO NUNCA! De “VEGGIE” só tem o nome! Sou vegana de verdade e não como esse “lanche”. Nunca experimentei e, nunca o farei, mesmo que criassem um hambúrguer 100% vegetal. O motivo é simples, nem é a composição do produto, é a empresa mesmo, não gasto dinheiro com comerciantes que exploram os animais, ainda mais uma cadeia de “fast-food” americana, que mata aos poucos todo ano milhares de pessoas com suas substâncias comestíveis (que mais parecem criações de laboratório) e que, de alimento não tem nada, e tentam ludibriar os clientes com propagandas enganosas tipo (“sanduíche fresquinho e de alta qualidade”. Me prove!) e nomes chamativos como “VEGGIE” e de vegetal não tem nada!
A empresa propagandeia que é um “pão integral” (duvido muito, no máximo deve conter- e se levar- uma quantidade ínfima de farinha de trigo integral), um empanado de batata, diferentes cogumelos e muito queijo. Enfim, mesmo que se peça para tirar o queijo entre os pães, o empanado (que recheia) contém queijo e outros subprodutos animais. E mesmo que se retire o empanado, o pão contém leite e ovos. Ou seja, “veggie” só para induzir ao erro o consumidor inocente! E se você entrar na página da empresa sobre o tal “Veggie Burguer”, clique aqui: http://www.burgerking.com.br/menu/saladas-e-vegetariano vem uma informação no mínimo “bizarra”, ou melhor, bem canalha! Pode ler:” *O produto não tem adição de proteínas de origem animal... “Como assim? O queijo não é proteína de origem animal??? Os ovos, o leite, o queijo são proteínas provenientes da onde, de um vegetal?! Pode um absurdo desses! Essa “burguer King” está tentando enganar a clientela de vários modos, ainda dizendo que, está mais “saudável”. E de saudável não tem nada, é tudo pura fritura em imersão em gorduras saturadas transgênicas, trans, etc.. Passe longe dessa lanchonete farsante, cruel e criadora de moléstias!
- O TRIGO É VILÃO, VAMOS ABOLIR POR CAUSA DO GLÚTEN? SÓ QUE NÃO! Vamos abolir o trigo, glúten é péssimo para a saúde. SÓ QUE NÃO!
A humanidade ama o trigo. O trigo é excelente, um dos mais antigos alimentos da terra, com ele se faz o alimento mais consumido em todo o mundo: o Pão! Melhor ainda, se optar pelo trigo integral, que não passou por refinamento e mantém suas fibras e muitas de suas vitaminas e minerais. Realmente, o processo de refinamento prejudica o trigo e, a farinha branca é pobre em nutrientes e tem alto índice glicêmico, semelhante ao açúcar no organismo. Mas então, por que dizer que o glúten é prejudicial a saúde, se temos a opção do trigo integral? O problema do trigo (até o integral e outros grãos) é o herbicida “glifosato” aplicado antes da sua colheita para dessecar a planta e assim facilitar para o produtor a colheita, ou seja, envenenam os grãos do trigo que logo em seguida é refinado (no caso da farinha branca) e consumido.
Antes de combater o trigo combata o glifosato da Monsanto. Desde 2000 o glifosato(N-fosfonometil-glicina) vem sendo usado como dessecante na colheita de todos os grãos não orgânicos. Os grãos do trigo foram altamente alterados, têm excesso de glúten, por conta disso. O trigo foi geneticamente alterado- assim como, outros grãos, como cevada, malte-, têm excesso de glúten, por isso, tantas pessoas se sentem mal e os doentes celíacos têm aumentado vertiginosamente nos últimos tempos. A culpa não é do trigo é do herbicida glifosato da Multinacional Monsanto que tem contaminado a maioria dos alimentos. Hoje se usa glifosato em tudo, é o agrotóxico mais utilizado no mundo, o novo “DDT” . O glifosato é um herbicida sistêmico não seletivo desenvolvido para matar ervas, principalmente perenes. É o ingrediente principal do Roundup-read (herbicida da Monsanto). Um dos herbicidas que mais tem causado danos ao meio ambiente, e também, a água, ao ar, aos animais e também para o ser humano.
Troque os grãos convencionais e experimente os trigos orgânicos (principalmente a farinha de trigo integral orgânica, o farelo de trigo orgânico, o germe de trigo orgânico, a cevada e centeio orgânicos, etc.) nos pães, biscoitos, bolos e massas em geral e, depois faça o teste por aproximadamente 7 a 15 dias, tenho quase certeza que o processo inflamatório que causa estufamento, mal estar, dor de cabeça, diarréia, náuseas e outros sintomas devem cessar completamente. Então, se comprovará que a causa de todo o mal estar não é o glúten do trigo, centeio, cevada, etc. e sim, o excesso de glifosato usado na lavoura desses alimentos. Obviamente, se a pessoa não for realmente portadora da doença celíaca, nesse caso, o acompanhamento médico e de nutricionista se faz necessário, além de excluir esses alimentos de sua dieta.
Conclusão, a culpa não é do trigo, e sim dos venenos (agrotóxicos), principalmente, do glifosato, que este e muitos grãos levam na lavoura!
- REQUEISOY e NATURIS da BATAVO SÃO BOAS ALTERNATIVAS VEGANAS? SÓ QUE NÃO!
Boa alternativa Vegana de requeijão e iogurte- o Requeisoy da Life Company e o Naturis da Batavo? SÓ QUE NÃO! Como são as propagandas... Você entra no site e logo vê as embalagens de requeijão (três opções de sabores) com indicativo “Produto Vegano”, e logo ao lado, “Zero lactose, gordura trans e colesterol”, e para fechar o pacote de ilusões, “Leve para sua saúde. Ideal para manter a leveza na correria do dia a dia, com apenas 28 kcal por colher”. Aí você pensa produto perfeito, tudo que procurava! SÓ QUE NÃO! Mesmo assim, você quer saber mais e procura pelos ingredientes, mas não acha nada no site, tudo bem, tem o produto no mercado... Mega difícil de ler, as letras miudinhas, só com lupa, mesmo assim, não desisto, fotografo, e já me assusto com a quantidade de “ingredientes” que leva um simples requeijão vegano. Minha análise (crítica) já começa aqui, sempre que possível prefira comida não industrializada. Infelizmente, são poucas as empresas que realmente se esforçam para colocar no mercado comida industrializada de qualidade nutricional, ao invés de uma “substância comestível” como essa gororoba. Pode ler nos ingredientes, levam mais conservantes e aditivos químicos do que alimentos propriamente dito. Sem contar que, o óleo e extrato de soja podem ser transgênicos (OGMs) e, não há qualquer informação que esclareça a dúvida.
Com certeza, dá para fazer um milhão de coisas deliciosas em casa para passar no pão ou biscoito- como manteiga de amendoim, guacamole (pasta de abacate), maionese vegetal, pasta de grão de bico (hummus), etc.- alimentos que levam 3 a 6 ingredientes, e não 20 a 30, como esses do mercado.
Porém, o pior ainda está por vir na lista de “ingredientes” do Requeisoy e, também, da alternativa horrenda de iogurte vegano Naturis da Batavo. Na lista da Requeisoy, no meio de alguns "antes" (estabilizANTE, sequestrANTE , antioxidANTE), está lá, o famigerado: BHT, está grifado na imagem para verificação.
O di-terc-butil metil fenol ou hidroxitolueno butilado (BHT, do inglês butylated hydroxytoluene) é um composto orgânico lipossolúvel e antioxidante usado como aditivo alimentar (com o código E321), conservante (também para cosméticos), remédios, combustível, borracha e taxidermia.
É produzido a partir do cresol e do isobutileno. Seu uso foi patenteado e registrado no FDA em 1947 e 1954. O BHT reage com os radicais livres, retardando a oxidação e mantendo as características do material a proteger. Por exemplo, é adicionado a éteres para evitar a formação de peróxidos (possivelmente explosivos).
Há casos de dificuldade de metabolização do BHT, e dúvidas a respeito de ser ou não cancerígeno. Foi banido o seu uso alimentício no Japão em 1958, na Romênia, Suécia e Austrália, e nos EUA é proibido para alimentos infantis, e até o McDonald's deixou de usá-lo em 1986.
Enfim, até a Lanchonete do Palhaço (“McCÂNCER”) não usa mais o BHT; como pode um produto “Vegano Natural” (como eles mesmo se intitulam!) usar uma parada tão tosca, uma elemento químico tão danoso a nossa saúde? Falta de escrúpulo total!
E não é só o requeisoy, a Batavo Naturis também usa. Inclusive fiz um teste com esse “iogurte vegano”. Comprei uns potes no início de 2014 e até hoje tenho na geladeira, abri um no mês de Março desse ano, e para meu espanto, mantinha o mesmo odor, sabor e aparência. Estamos em 2016 e um “alimento dito perecível” que dura mais de 2 anos sem nenhum tipo de alteração visível é no mínimo muito estranho, prova que mais parece um produto de laboratório do que um alimento de verdade.
Em geral, a indústria de alimentos só quer saber de lucrar, não há o interesse em oferecer um alimento funcional ou, ao menos, um produto sem tantos venenos. Não é toa que é difícil ler os ingredientes nas embalagens... Não se deixe levar ao ler nos rótulos centrais dos produtos de mercado, palavras como “vegano”, “natural”, “Zero lactose, gorduras trans, colesterol,” , “baixa calorias”,etc., a indústria sabe exatamente como nos seduzir, e principalmente, ludibriar! Somos veg(etari)an@s sim, mas não somos trouxas e, também, exigimos alimentos industriais de qualidade nutricional e sem venenos escondidos em letras miúdas.
Enfim, se você não reconhece os nomes dos “ingredientes”, seu organismo também não reconhecerá e virará lixo sobrecarregando órgãos, entupindo suas artérias, intoxicando seu ser, oxidando tudo e corroendo sua saúde e leveza! Boicote já!
Pra saber mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/BHT
- AGAVE (Xarope) é UM BOA ALTERNATIVA ao AÇÚCAR, É CRU, ÓTIMO para a SAÚDE? SÓ QUE NÃO!
Desde o início da comercialização de agave não faltam denúncias, irregularidades e propagandas sedutoras que mascaram sua verdadeira face do capitalismo selvagem, aquele que tudo faz para “aproveitar uma onda ou modismo” e, assim, “jogam” no mercado um produto alimentício de péssima procedência, que nada mais é que uma “gororoba” de laboratório, para saciar nossa “culpa” em comer um doce, achando que ingerimos algo “inofensivo” a nossa saúde e contornos corporais, sem perder o prazer da gula, é claro!
Há alguns anos quando surgiu no Brasil o agave, extraído do cacto mexicano (agave Tequilana) foi aclamado como uma boa substituição ao açúcar refinado- e, também, dos malfalados adoçantes aspartame, sacarina e ciclamato- , por apresentar um baixíssimo índice glicêmico (absolvido lentamente pelo organismo, não provocaria picos de insulina- hormônio que em excesso inflama o organismo e provoca aumento nas gorduras), principalmente os temíveis “pneuzinhos” do abdômen, que é uma gordura perigosa para a propensão das doenças cardiovasculares. Entretanto, depois de dezenas de estudos foi comprovado que o agave não funcionava como propagava. O “açúcar” natural do agave é composto por 80 a 94% de frutose, que deve ser consumido com muita parcimônia por aqueles que querem se manter saudáveis, longe do diabetes adquirido, obesidade, etc..Do contrário, se houver uma ingestão demasiada o agave pode provocar gases e distensão abdominal, além de favorecer o acúmulo de gordura visceral e subcutânea, como exemplificado acima. Outro problema sério do agave é a sua capacidade (17 vezes maior do que a glicose) de se ligar às moléculas de proteína. Essa reação química resulta em produtos de glicação avançada, os AGEs (advanced glycation end-products) – compostos químicos tóxicos que elevam a inflamação e os radicais livres em todo o corpo. E essas substâncias inimigas estão relacionadas ao envelhecimento precoce, doenças degenerativas e, doenças adquiridas como a obesidade e a diabetes.
Muitos adeptos do crudivorismo vegano, que consomem alimentos crus ou com até aproximadamente 40 °C de cozimento, e não fazem uso do mel de abelhas- por saberem que é um subproduto de exploração animal- , festejaram a entrada no mercado do xarope agave como alternativa de um “adoçante” cru. Só que não é bem assim, existem pelo menos 3 ou mais modos do processamento, a partir de diferentes espécies de agave (além da Tequila Agave ou Blue Agave, têm as variedades como a Salmiana, Green, Thorny e Raibow), e a diferença é devido à filtração dos sais minerais e na produção, que é controlada para elaborar um produto consistente, mas de diferentes cores e sabores. O agave vendido comercialmente é feito do amido da raiz de uma dessas espécies de ananás. Este amido é semelhante ao do milho ou do arroz e um hidrato de carbono complexo chamado inulina, que é feito de cadeias de frutose. O processo de produção de “néctar” de agave atual é semelhante ao da produção de xarope de milho (o adoçante mais usado pela indústria de bebidas gaseificadas como a Coca-Cola, por ex.) que tem sofrido imensas críticas pelos prejuízos a saúde, além de que no Brasil toda a produção de xarope de milho é proveniente de milho transgênico. É um processo enzimático e químico que transforma o amido em frutose altamente concentrada. As enzimas são modificadas geneticamente. São usados ainda ácidos cáusticos, clarificantes e químicos filtrantes. O resultado é um concentrado de frutose refinada e inulina. A inulina é composta de carboidratos complexos, não é doce por natureza, e é altamente indigesta.. Ao Cozinhar (por hidrólise) a inulina, esta se transforma em um néctar doce. Por exemplo, ao fazer o néctar Light Blue Agave, o caldo é aquecido a 161 ° F (72 ° C). No entanto, ao fazer o néctar bruto Blue Agave, o processo é muito mais lento e menor: o sumo é aquecido a uma temperatura tépida de 118 ° F (37 ° C), e o calor baixo é mantido por cerca de duas vezes mais que todos os outros processos. Neste processo simples, transforma-se a inulina em frutose, um açúcar simples metabolizado encontrado em muitas frutas e vegetais. E este sabor é neutro levemente adocicado. Tipo de filtragem determina o sabor e a cor. Existem dois tipos de coloração do agave, claro e escuro. O agave escuro é resultado de um erro de preparação em que o mesmo é queimado, mas mesmo assim vendido como se fosse proveniente de origem artesanal para justificar a cor. Por isso tudo, a variação de cores e sabores; e aí também reside um problema, como já foi descoberto pela fiscalização várias vezes. Inclusive, muitos lotes de “agaves crus – aquecidos até 37°C” estavam mascarados com agaves cozidos, o tempo de processo mais rápido, e mais barato para o produtor pode explicar a adulteração. E mesmo assim, todos os tipos de agave são altamente processados!
Desde o começo de sua comercialização várias companhias distribuidoras do xarope foram autuadas por irregularidades que iam de misturas de variedades de plantas, acréscimos de outras substâncias, inclusive muitas das informações das etiquetas do agave não respeitam as regulamentações das agências responsáveis pela segurança e idoneidade dos alimentos, como a FDA nos EUA, por exemplo. Em Portugal, o xarope de agave só pode ser vendido como “geléia de agave”. Como asseverar que se está realmente comprando um xarope de agave “cru” depois de mais de uma dezena desvios, falhas e, até, omissão na rotulagem pelos produtores?
Uma das principais distribuidoras do xarope Agave “cru”, a Madhava, foi descredenciada e proibida de vender o produto, por não conseguir garantir a qualidade do mesmo, depois de comprovadas seguidas irregularidades, desde o envase, rotulagem até a distribuição. E esses “deslizes” se repetiram mais vezes com outros distribuidores.
Além de todas as denúncias asseveradas, pesquisas recentes atestam que o consumo constante pode causar complicações diversas na saúde corporal, como agravamento do diabetes, obesidade, retirada de minerais do organismo, endurecimento das artérias, piora da anemia perniciosa, inflamação do fígado, aumento da pressão arterial, aumento de doenças cardiovasculares, e é proibido o consumo para gestantes, com possibilidade de ação abortiva. O agave é rico em saponinas. As saponinas ou saponosídeas são glicosídeos do metabolismo secundário vegetal. As saponinas podem ser abortivas, pois estimulam o fluir do sangue para o útero. São esteróides tóxicos, capazes de destruir as células vermelhas do sangue. Impossível consumir seguramente!
Nos EUA, conheci uma empresa, a “Coconut Bliss”, que produz sorvetes de massa e picolé veganos e orgânicos, muito deliciosos, por sinal, que usam o Agave, como adoçante. Esta empresa faz análise laboratorial do agave orgânico usado nos sorvetes a cada 3 meses, em diferentes centros de pesquisa de alimentos renomados no país e, ainda, mantém na sua fábrica um laboratório próprio que fiscaliza todos os lotes usados do agave.
Enfim, para nós, simples consumidores, não tem como analisarmos todo o agave do mercado e, já sabemos que este é sujeito a diversas adulterações e, mesmo assim, o composto adocicado não é isso tudo que apregoa, não é uma troca segura do açúcar refinado, do adoçante aspartame, do ciclamato e da sacarina.
http://ecopypaste.blogspot.com/2010/02/agave-nectar-worse-than-we-t...
http://www.westonaprice.org/Agave-Ne...e-Thought.html
http://renegadehealth.com/blog/2008/11/25/is-there-corn-syrup-in-ag...
http://www.wholeandnatural.com/the-difference-between-raw-light-and-amber-agave-nectar/
RJ, 9 de Maio de 2016
JAQUELINE LOUIZE
NUTRICIONISTA VEGANA / EDUCADORA FÍSICA
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