Muitas pessoas que têm pouco espaço em casa acham que não é possível cultivar seus próprios alimentos. Mas, paisagistas ensinam que mesmo em pequenos ambientes é possível fazer hortas caseiras. No ano passado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou que 28% dos vegetais consumidos no Brasil possuem resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. A alternativa então é cultivar seus próprios orgânicos, mesmo que o espaço seja pequeno.
Em vasos de cerâmica é possível cultivar tomates e morangos, por exemplo. É preciso atentar à escolha das espécies. A recomendação que se faz neste caso é observar as características do local onde a planta ficará. Temperos, por exemplo, não toleram muito vento. Além disso, é preciso ver qual a disponibilidade de horários para cuidar de uma planta, como o período de regá-las e deixá-las expostas ao sol.
Já com vasos mais largos é possível cultivar plantas frutíferas.Outra dica é fazer uma horta em um armarinho velho. Se não tiver, compre um em brechó ou tente pegar caixotes de feira.
A prática de horta em casa é necessária não só para garantir plantas saudáveis, mas também para a sustentabilidade. Cada família pode reciclar seus próprios resíduos. Devido à compostagem, o solo da casa fica rico em nutrientes e elimina a necessidade de fertilizantes e pesticidas, tornando-o ideal para uma pequena horta.
Jaqueline Louize

O QUE SERÁ ENSINADO NESSE CURSO
O objetivo desse manual é ensinar passo a passo com fotos e ilustrações como planejar, implantar, cultivar e manter uma HORTA ORGÂNICA DOMÉSTICA.
Está dividido nos seguintes MÓDULOS:
INTRODUÇÃO: Neste capítulo iremos salientar a importância da agricultura orgânica e apresentaremos a importância e as principais funções das vitaminas e dos sais minerais para o corpo humano, observando que as verduras, ervas e legumes são as melhores fontes desses nutrientes.
Módulo 1 - PLANEJANDO A SUA HORTA: Aqui daremos os fundamentos básicos para se implantar uma horta, desde a escolha do local com sugestão de lay-outs, detalhando as ferramentas e utensílios que serão necessários e apresentando as fichas e tabelas de plantio e cultivo de 50 espécies. Aqui também colocamos um passo a passo para você fazer um suporte para ferramentas pequenas.
Módulo 2 - EXECUÇÃO E PLANTIO: Neste ponto já estamos com mãos à obra. Desde a construção dos canteiros, produção de mudas em sementeiras, sugestão para o cultivo em pequenos canteiros e floreiras e as hortas completas do plantio à colheita.
Módulo 3 - MANEJO E TRATOS CULTURAIS: Esta é a etapa mais importante para o sucesso da sua horta. Aqui você vai aprender como manter, defender, manejar e adubar a
sua horta. Podendo assim dar continuidade a sua plantação para nunca faltar verduras e legumes orgânicos em sua mesa.
Nesses 3 MÓDULOS estão todos os fundamentos para se ter uma horta orgânica doméstica de 1ª qualidade.
MÓDULO 1 - INTRODUÇÃO E PLANEJAMENTO
PORQUE FAZER UMA HORTA ORGÂNICA
A agricultura convencional que utiliza os agro químicos fertilizantes e agro tóxicos, dispõe de diversas técnicas para o crescimento e cultivo dos vegetais, outrossim a certeza do
crescimento e da beleza das plantas levou os produtores a esquecerem da importância nutricional para manutenção e saúde dos seres vivos.
Ineficiência nutricional dos vegetais cultivados no sistema agrícola convencional é um dos fatores que devem determinar a montagem de uma HORTA ORGÂNICA DOMÉSTICA,
outro fator de suma importância é o respeito com o meio ambiente e a qualidade de vida.
Dispondo de apenas 10 m2 de espaço em local ensolarado já é o suficiente para se iniciar uma horta que vai alimentar duas pessoas. Mesmo que a quantidade de pessoas seja
maior para o desfrute da HORTA esse não deve ser motivo para não fazê-la.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES NA ESCOLHA DO LOCAL DA HORTA
Apenas 10 m2 são necessários para o cultivo de uma HORTA DOMÉSTICA, seguindo algumas regras:
1 – O local escolhido deve receber a luz direta do sol por no mínimo 5 horas diárias.
2 - Os canteiros devem ser feitos na direção norte-sul, ou voltados para o norte para aproveitar melhor o sol.
3 – A face SUL da HORTA deve estar protegida, pois nessa face os ventos frios prejudicam ou até impedem o desenvolvimento de hortaliças em geral. De maneira geral ventos fortes, de qualquer direção, não são bem vindos. Caso o local que você escolheu tenha a face sul desprotegida você deve protegê-la fazendo um “quebra vento”, que pode ser com o plantio de uma cerca viva de arbustos ou mesmo com a construção de uma mureta ou de uma cerca bem fechada.
4 – O local escolhido não pode estar sujeito a encharcamentos ou alagamentos, nesse caso você deverá elevar os canteiros - veja parte 02 montagem dos canteiros construindo
muretas de alvenaria.
5 – Dê preferência a um local que tenha uma fonte de água potável próxima e aonde possa ser construído um abrigo para os equipamentos e materiais.
6 - As dimensões de um canteiro podem variar. A largura deve possibilitar o trabalho no canteiro de um só lado- onde alcance o braço- até 1 metro a 1,20 metros. O comprimento
não deve ultrapassar os 10m para facilitar a circulação dentro da horta.
Dica importante: A melhor água para a rega da sua HORTA é a água de CHUVA. Aproveite a água de chuva colhendo-a através da calha de seu telhado armazenando-a em um tambor ou em uma caixa d’água.

SUGESTÕES DE LAY-OUT - 25 m2


SUGESTÕES DE LAY-OUT - 10 m2


FERRAMENTAS, UTENSÍLIOS E INSUMOS
Para manter uma horta, por menor que seja, serão necessárias algumas ferramentas, utensílios e insumos agrícolas.
A lista apresentada a seguir tem como objetivo listar os materiais de uso comum.
Esses materiais são fáceis de se encontrar em lojas de jardinagem a preços bem acessíveis.
Dependendo do tamanho de sua horta alguns não serão necessários, portanto o bom senso terá que prevalecer quando for fazer sua aquisição.
IMPORTANTE: Dê sempre preferência a utilizar insumos orgânicos de empresas especializadas e evite utilizar terra preta em sua horta, pois pode conter pragas e doenças.
Com relação às ferramentas mantenha-as sempre limpas para que não se transformem em veículo de transmissão de doenças entre as plantas.
UTENSÍLIOS:
- Luvas
- Barbante / Fitilho
- Balde de plástico
- Bandeja plástica grande
- Bandeja para produção de mudas
- Mangueira
- Regador
- Pulverizador
FERRAMENTAS:
- Enxada
- Enxadão
- Rastelo / Ancinho
- Pá curva
- Pá de corte
- Sacho
- Jogo de ferramentas pequenas para jardim – Escarificador / Colher de jardim / Arrancador de inço
- Carrinho de mão
- Transplantador
- Tesoura de poda
INSUMOS:
- Composto orgânico
- BOKASHI – Adubo orgânico concentrado
- Açúcar mascavo – para produção de adubo foliar
- Húmus de minhoca – para produção de adubo foliar
- Sulfato de cobre – para produção da calda bordalesa
- Composto Orgânico
IMPORTANTE: Não utilize os utensílios da sua cozinha em suas atividades de jardinagem.
FERRAMENTAS PARA TRATAR O SOLO

FERRAMENTAS E INSUMOS PARA CUIDAR DAS PLANTAS

Soluções simples e criativas podem resolver problemas de organização em pequenos espaços.


O “LIXO” DA HORTA
Toda Horta e Jardim irá gerar uma grande quantidade de resíduos orgânicos, como restos de culturas, ervas invasoras e restos de podas.
Todo esse material pode e deve ser compostado (colocado para curtir) para ser transformado em composto orgânico que é essencial para o desenvolvimento dos vegetais.
O processo de compostagem nada mais é o resultado do trabalho dos micro-organismos (bactérias) que irão transformar todo o material orgânico em húmus, material rico em macro e micro nutrientes e com VIDA.
Esse composto será o melhor aditivo ORGÂNICO que sua horta irá receber.
Para manter o processo em funcionamento não deixe secar, mas não deixe encharcar e mantenha-o arejado, retirando sempre que possível o material já processado pelo fundo do tambor.
Você irá identificar facilmente o material pronto pois será muito parecido com terra preta tanto na textura quanto no aroma.
IMPORTANTE: O PROCESSO DE COMPOSTAGEM NÃO EXALA MAL CHEIRO E NÃO ATRAI INSETOS, CASO ISSO ESTEJA ACONTECENDO O PROCESSO ESTÁ ERRADO E DEVE SER REAVALIADO
A Seguir vamos aprender como construir uma composteira em um tambor de plástico e como acondicionar os resíduos orgânicos de forma que se transformem num excelente aditivo para sua horta.
Primeiramente você vai precisar de um tambor de plástico de tamanho proporcional ao de sua horta ou jardim, no exemplo utilizamos um tambor de 200 litros.



ESCOLHENDO O QUE PLANTAR
Um bom planejamento tem início com a escolha das espécies a serem cultivadas.
Há sementes disponíveis no mercado de boa qualidade. Ao comprá-las é importante verificar os dados de validade, pureza e percentual de germinação. Como estas sementes são melhoradas geneticamente possuem características especificas como época de plantio e ciclo de colheita.
Estas informações devem ser bem avaliadas. Por exemplo, há cenouras apropriadas para plantio de inverno e de verão.
A escolha da melhor variedade está relacionada a: taxa de germinação, desenvolvimento da planta, resistência a ataque de pragas e doenças, produtividade, aspecto do produto final, sabor.
Cada hortaliça possui características próprias quanto ao ciclo de vida, época preferencial de plantio, necessidade de água, exigências nutricionais. Por exemplo, na época das chuvas muitas vezes temos problemas com encharcamento do solo, dificultando colheita de raízes e bulbos.
É importante organizar o semeio de acordo com o que se pretende colher. Para isso devem-se analisar dados de cada cultura.
Por exemplo: alface tem ciclo que pode variar de 35 dias no verão a até 60 dias no inverno. Um canteiro com 5 metros de comprimento e 1,20 metros de largura resultam em 6 m2 de canteiro, o espaçamento da alface sendo de 25 x 25 cm, resulta em 96 plantas por canteiro. Se um canteiro for semeado em um único dia, haverá uma colheita de aproximadamente 96 pés em, no máximo, uma semana, uma vez que a alface tem ciclo curto e pode “passar” do ponto de colheita neste tempo.
Isto é diferente para outras culturas que podem permanecer bastante tempo no canteiro com a colheita estendendo-se por mais de um mês, como a couve, berinjela, cenoura, brócolis, jiló, cebolinha, salsa entre outras.
De acordo com o que se pretende colher, aconselha-se que sejam realizados plantios semanais de alface, chicória, ervilha, rúcula, rabanete. Deve-se ainda levar em consideração o ciclo da cultura: se quer milho verde para a festa junina, deve plantá-lo cerca de 3 meses antes.


MÓDULO 2 - EXECUÇÃO E PLANTIO
MÃOS NA TERRA - VAMOS CONSTRUIR E PLANTAR
Uma vez planejada a sua horta é chegada a hora de colocar a mão na massa e começar a realizar.
Nesse Módulo iremos ensinar como verificar e cuidar do solo da horta bem como a importância do Material Orgânico no cultivo.
Os passos a serem seguidos vão desde a produção de suas mudas em sementeiras, passando pela formação dos canteiros, adubação até o plantio propriamente dito.
No Módulo 3 serão apresentadas as técnicas de Manejo e Condução da Horta, por hora vamos Construir os Canteiros, Produzir as Mudas e PLANTAR!
Siga os passos como apresentados que a sua HORTA ORGÂNICA está prestes a acontecer.
O SOLO
O tipo de solo é o fator mais relevante a ser considerado para a produção. O solo deve ser encarado como um organismo vivo, que interage com a vegetação em todas as fases de seu ciclo de vida. Devem ser analisados os aspectos físico, químico e biológico dos solos.
O aspecto físico do solo se refere à sua textura e sua estrutura. A textura de um solo se relaciona ao tamanho dos grãos que o formam. Um solo possui diferentes quantidades de areia, argila, matéria orgânica, água, ar e minerais. A forma como estes componentes se organizam, representa a estrutura do solo. Um solo bem estruturado deve ser fofo e poroso permitindo a penetração da água e do ar, assim como de pequenos animais, e das raízes.
O aspecto químico se relaciona com os nutrientes que vão ser utilizados pelas plantas. Esses nutrientes, dissolvidos na água do solo (solução), penetram pelas raízes das plantas. No sistema orgânico de produção os nutrientes podem ser supridos através da adição de matéria orgânica e compostos vegetais.
O aspecto biológico trata dos organismos vivos existentes no solo, e que atuam nos aspectos físicos e químicos de um solo. A vida no solo só é possível onde há disponibilidade de ar, água e de nutrientes. Um solo com presença de organismos vivos indica boas condições de estrutura do solo. Os microrganismos do solo são os principais agentes de transformação química dos nutrientes, tornando-os disponíveis para absorção pelas raízes das plantas.
A FORMAÇÃO DOS SOLOS

Todo este processo leva muito tempo para ocorrer!
Calcula-se que cada centímetro do solo se forma num intervalo de tempo de 100 a 400 anos!
Os solos usados na agricultura demoram entre 3.000 a 12.000 anos para tornarem-se produtivos.
De um modo geral, os solos são compostos por camadas que também são conhecidos como HORIZONTES, como é mostrado no esquema:

MATERIAL ORGÂNICO NO SOLO
As plantas não consomem MATÉRIA ORGÂNICA, e sim os minerais produzidos a partir da transformação desse material em húmus.
A matéria orgânica é um dos componentes de um solo e atua como agente de estruturação, possibilitando a existência de vida microbiana e fauna especifica, além de adicionar nutrientes à solução do solo.
As Plantas apenas absorvem os nutrientes MINERALIZADOS (transformados em elementos minerais).
A vida no solo é de suma importância para que as reações de transformação possam acontecer. A camada superficial – Horizontes 0 e A – é repleta de material orgânico em constante processo de humificação.
MINERALIZAÇÃO DOS NUTRIENTES
Os resíduos vegetais e/ou animais necessitam de um processo microbiano de decomposição para serem assimiláveis pelas plantas. Como resultado dessa digestão da matéria orgânica, haverá a formação de húmus e sais minerais contendo macro e micronutrientes, os quais deixam sua forma orgânica dita imobilizada para passar à forma mineralizada.
Toda matéria orgânica, plantas e animais mortos, ou partes cortadas de plantas entre outros, sofrem um processo de decomposição lento, ao final do qual voltam aos elementos (carbono, oxigênio, fósforo, nitrogênio, cromo, zinco e outros) químicos iniciais. Este processo, provocado principalmente por bactérias e fungos, é essencial na nutrição das plantas, dos animais e na continuidade da vida no planeta.
Em nossa horta orgânica será de extrema importância a utilização de material orgânico de boa qualidade.
IMPORTANTE: NÃO UTILIZE AS CHAMADAS TERRAS PRETAS VENDIDAS EM LOJAS NÃO TECNIFICADAS E ESQUINAS. ESSE MATERIAL PODE ATÉ CONTER MATERIAL ORGÂNICO, PORÉM DE ORIGEM DESCONHECIDA E AINDA, COM CERTEZA, IRÁ CONTER SEMENTES DE ERVAS INVASORAS E VETORES PREJUDICIAIS À SUA SAÚDE E A QUALIDADE DE SUAS PLANTAS.
Na formação de seus canteiros é preferível utilizar solo vermelho – HORIZONTE B – que é estéril e adicionar composto orgânico 100% curado. Pode-se utilizar também SUBSTRATOS formulados especialmente para o cultivo de hortaliças.
Veja no tópico CONSTRUINDO SEUS CANTEIROS, como e quanto utilizar de material orgânico ou de SUBSTRATO.
CTC – CAPACIDADE DE TROCAS CATIÔNICAS
É o índice que indica a capacidade do meio de cultivo de realizar e trocas de cátions com as raízes. Esse índice indica o quão produtivo é o meio de cultivo. Indica a capacidade de reter e disponibilizar NUTRIENTES às PLANTAS. A adição de material orgânico ao solo eleva sua CTC. O solo com pouco material Orgânico (Horizonte B) tem a CTC baixa e portanto é menos produtivo.
pH – POTENCIAL DE HIDROGÊNIO
O pH do solo é medido por uma escala que vai de 0 a 14, onde o 7 equivale ao neutro, abaixo ácido e acima alcalino.
Quimicamente, a quantidade de alumínio nos solos é que faz com que o índice seja alterado.
O índice do pH é muito importante para a nutrição vegetal, pois solos alcalinos (índice superior a 7) ou ácidos (índice inferior a 7) inibem a absorção dos nutrientes pelas plantas.
pH - ENTENDENDO E CORRIGINDO

O Gráfico mostra os índices de disponibilidade dos nutrientes de acordo com o pH do solo.
Observe que em solos muito ácidos (pH 4,0 – 5,5) a disponibilidade dos macros nutrientes são muito pequenas.
Os solos brasileiros em geral são ácidos, pH inferior a 7.
Para corrigir a acidez do solo é necessário acrescentar um produto que reaja com o alumínio, muito utilizado o calcário, calcítico ou dolomítico.
Aconselho a utilização do calcário dolomítico pois além de conter cálcio contém mangnésio que é um nutriente muito importante para o desenvolvimento das plantas.
A fórmula básica para a correção é a adição de 150g de calcário / m2 de solo para cada ponto de pH que se deseje elevar. Exemplo: pH do solo = 4 – índice que se deseja = 7, então são necessários 3 pontos x 150g por ponto = 450g de calcário / m2 incorporados ao solo.
Portanto para uma correção adequada é necessário fazer a análise do solo para saber o índice de pH correto.
ANATOMIA, FISIOLOGIA E NUTRIÇÃO VEGETAL - NOÇÕES BÁSICAS

Os Vegetais necessitam de uma série de elementos minerais para produzir seu próprio alimento, crescer e desenvolver.
Esse curso irá ensinar como fazer a ADUBAÇÃO de sua Horta Orgânica ( Módulo 3), utilizando apenas materiais orgânicos que possuem ou disponibilizam todos os elementos necessários para o crescimento das hortaliças.
Cabe que o treinamento completo sobre Adubos e Adubações é feito em outro Manual da Oficina de Jardim, nele você encontrará tudo sobre os elementos, exemplos de suas carências ou faltas e como fazer as reposições.
NUTRIÇÃO VEGETAL BÁSICA


CONSTRUINDO OS CANTEIROS
A seguir vamos apresentar passo a passo como construir os canteiros de sua horta.
É importante ressaltar que a localização é um fator muito importante para o sucesso da horta bem como o trato do solo. Veja Módulo 1 no tópico Planejamento.
Os canteiros podem ser levantados em relação ao nível do solo, em 30 a 40 cm. Os canteiros feitos com elevação do solo possuem drenagem natural, podem ser constantemente revirados.
Os canteiros podem também ser cercados por tijolos ou tábuas ou construídos em alvenaria. Ao construir canteiros é necessário estar atento para assegurar a drenagem deixando passagem para o excesso de água. Canteiros construídos duram mais tempo.
As dimensões de um canteiro podem variar. A largura deve possibilitar o trabalho no canteiro de um só lado- onde alcance o braço- até 1 metro a 1,20 metros - Veja módulo 1 - sugestão de layouts. O comprimento deve se adaptar à área disponível não devendo ultrapassar 10 metros, o que dificultaria a circulação entre os canteiros.
No exemplo construiremos canteiros de alvenaria. Mãos à obra!

OUTROS MODELOS DE CANTEIROS


CONSTRUINDO A SUA HORTA - PREPARANDO O SOLO





Agora com os canteiros construídos e o solo devidamente tratado, já podemos iniciar o plantio, que pode ser feito direto com sementes ou a partir de mudas, que você pode produzir ou comprá-las prontas em viveiros ou lojas especializadas.
PLANTIO DIRETO - SEMENTES EM SULCO


PLANTIO INDIRETO - MUDAS PRODUZIDAS



Agora com tudo plantado vamos curir a horta e acompanhá-la em seu desenvolvimento.
ACOMPANHANDO A HORTA - DIA A DIA


ACOMPANHANDO A HORTA - FAZENDO A COLHEITA







Para se ter uma horta produtiva é necessário que conheçamos e apliquemos os tratos e os manejos culturais, os quais veremos no próximo módulo.
APÊNDICE - FAZENDO SUAS PRÓPRIAS MUDAS - SEMENTEIRA EM BANDEJA DE ISOPOR
Você deve reservar um espaço da horta para sementeira que não deve ocupar 1% da área total e deve ficar em local alto, seco e ensolarado. Pode também ser um canteiro comum, com cobertura contra sol e chuvas fortes.
As sementes de hortaliças de modo geral são pequenas e exigem cuidados especiais como solo rico em nutrientes, peneirado, regas diárias, abundante mas não excessiva, sol indireto, profundidade correta de semeio. Em nosso caso utilizaremos bandejas de isopor e SUBSTRATO para MUDAS BIOMIX.
Cabe observar que as mudas também podem ser compradas em lojas de jardinagem e de produtos agrícolas a preços bem convincentes.





MÓDULO 3 - MANEJO E TRATOS CULTURAIS
Agora, depois dos canteiros prontos e as mudas e sementes plantadas vem a parte mais prazerosa de se ter uma horta em casa, o manejo e os tratos.
É aí que você vai “curtir” realmente seu empreendimento, cuidar diariamente das plantas e acompanhar seu crescimento... São as impressões que ficam para sempre conosco.
Nesse módulo ensinaremos como manter o solo, regar, adubar e tratar das plantas em seus diversos estágios de crescimento, obviamente visando uma boa e saborosa colheita.
A MANUTENÇÃO DO SOLO
O solo é a base de toda vida, portanto um solo bem tratado significa plantas saudáveis e exuberantes.
Cabe ainda que plantas bem tratadas não ficam doentes e ainda não são atrativos para os insetos. Há estudos, ainda não concluídos, que indicam que as plantas em face da desnutrição, produzem elementos químicos que sinalizam aos insetos para que as ataquem... É o ciclo da vida.
Então para termos plantas saudáveis não podemos descuidar do solo.
O que não pode faltar no solo de uma horta, seja doméstica ou não é o material orgânico, um bom composto orgânico irá proporcionar:
1 - Estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo.
2 - Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão.
3 - Mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH).
4 - Ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de microrganismos benéficos às culturas agrícolas.
Outra importante contribuição do composto é que ele melhora a "saúde" do solo. A matéria orgânica compostada se liga às partículas (areia, limo e argila), formando pequenos grânulos que ajudam na retenção e drenagem da água e melhoram a aeração. Além disso, a presença de matéria orgânica no solo aumenta o número de minhocas, insetos e microrganismos desejáveis, o que reduz a incidência de doenças nas plantas.
INCORPORE AO SOLO DA SUA HORTA, a cada 3 meses, de 5 a 10 litros de COMPOSTO ORGÂNICO por m2.
Aproveite para fazer a reposição após a colheita, quando os canteiros estarão vazios, espalhe o composto sobre o solo e incorpore-o com uma enxada.
Caso faça a reposição antes da colheita utilize uma pá pequena para misturá-lo ao solo.
Faça o acabamento com o rastelo, para nivelar e retirar eventuais torrões.

Uma prática muito útil para proteger o solo contra a chuva e o sol é fazer uma cobertura com material vegetal morto.
Nos solos argilosos evita formação de crostas duras na superfície. Em solos arenosos aumenta a retenção de água no solo. Também evita a presença de ervas invasoras. Pode ser feita com palha, capim cortado, casca de arroz ou outro material disponível.
Não deve ser incorporado ao solo.

REGA - ÁGUA É VIDA
A irrigação é responsável pelo aporte de água ao plantio.
A água tem funções diversas como fornecer água para germinação da semente, desenvolvimento da planta, solubilizar os nutrientes do solo para disponibilizá-los para as plantas.
Existem vários tipos de irrigação; em pequenas áreas recomenda-se o uso de mangueira, regador ou ainda sistema de irrigação por aspersão.
Plantas de ciclo curto e pequeno porte são mais sensíveis à falta de água.
A irrigação deve ser realizada, sempre, nas horas mais frescas do dia. Uma forma de determinar a necessidade de rega é verificar qual a umidade do solo a uma profundidade media de 10 cm.

NOÇÕES BÁSICAS DE CONDUÇÃO
Cabe observar que os tratos culturais em uma horta orgânica são extremamente importantes para o desenvolvimento das plantas bem como da manutenção das características orgânicas de sua horta.
Os tratos resumem-se ao tipo e frequência da manutenção aplicada, bem como os tipos de insumos adicionados tanto para a nutrição (adubação) quanto para defesa da horta.
Nesse módulo apresento as técnicas básicas de adubação e defesa orgânica da horta e como conduzir as plantas em suas diversas etapas, para tanto irei ensinar como fazer seus adubos e defensivos orgânicos e as técnicas de cultivo mais utilizadas para algumas espécies.
Veja como é fácil de aprender e de aplicar.
Mãos à obra!
TRANSPLANTES
É a passagem da muda da sementeira para o canteiro e só pode ser realizada quando a planta já tem folhas definitivas e raiz desenvolvida. Não confundir as folhas definitivas com as primeiras folhas que surgem. A época de transplante varia para cada cultura, mas pode-se tomar como regra que a muda tenha entre 3 e 8 folhas definitivas.

ROTAÇÃO DE CULTURAS
Ao planejar um canteiro, deve-se evitar o plantio sucessivo de uma mesma cultura, assim como plantas da mesma família. A rotação reduz a chance de aparecerem doenças e pragas e possibilita um melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis.
Uma boa sequência a ser utilizada é: folha, raiz, flor, fruto (exemplo: alface, cenoura, brócolis, berinjela).
Este método possibilita ainda o plantio sem necessidade de refazer o canteiro, utilizando-se apenas adubação de plantio.
PLANTAS COMPANHEIRAS - ALELOPATIA
Plantas Companheiras são plantas pertencentes a espécies ou famílias, que se ajudam e complementam mutuamente, não apenas na ocupação do espaço e utilização de água, luz e nutrientes, mas também por meio de interações bioquímicas chamadas de Efeitos Alelopáticos. Estes podem ser tanto de natureza estimuladora quanto inibidora, não somente entre plantas, mas também em relação a insetos e outros animais.
Seguem alguns exemplos :
As plantas da família das solanáceas ( tomate, batata, pimentão, entre outras) e as da família das compostas (Cichoriaceae), como alfaces e chicórias combinam bem entre si. Estas famílias, por sua vez, também combinam com umbelíferas (Apiaceae) como cenoura, salsa, aipo, erva-doce, batata-salsa e com Liliáceas como o alho e a cebola.
BOAS PRÁTICAS DE CULTIVO
Controle de ervas invasoras - As ervas invasoras tem aspectos positivos e negativos para o desenvolvimento de sua Horta.
São positivos a atração de insetos, a cobertura do solo, a produção de massa verde que pode ser usado na compostagem.
São negativos a competição por água e nutrientes e insolação.
As ervas devem ser controladas quando se verificar competição (exemplo, o mato está mais alto que a cultura plantada).
Nunca utilize, qualquer que seja a situação, nenhum tipo de herbicida para combater as ervas invasoras.
Amontoa – Para plantas de ciclo médio e longo (acima dos 60 dias) ou perenes deve-se juntar terra ou substrato no pé das plantas a cada 30 ou 40 dias, dessa forma as raízes nunca ficarão expostas e o rendimento será melhor. Algumas que necessitam de amontoa: couve, brócolis, beterraba, tomate.
Estaqueamento - suporte para plantas trepadeiras; usado para ervilha, feijão vagem, tomate, pepino. Pode também utilizar a cerca ou o alambrado da horta. Normalmente utiliza-se varetas de bambu para esse fim. Em algumas plantações comerciais utiliza-se cabos de aço preso a varais.

ADUBAÇÃO ORGÂNICA
Nunca é demais lembrar que estamos tratando de uma Horta Orgânica e que nesse conceito nenhum produto químico deve ser utilizado, tanto para adubação quanto para o controle de pragas e doenças.
A adubação é uma fase de muita importância no manejo de uma horta, observe que as verduras e legumes são plantas de ciclo pequeno, que evoluem da semente à colheita de 20 a 40 dias em média.
Para que haja esse desenvolvimento em tão pouco tempo e em pequenos espaços, os nutrientes não podem faltar tanto quanto a água.
Como já vimos o COMPOSTO ORGÂNICO não pode faltar no solo de sua horta, o que já é uma forma de adubação orgânica, outrossim devemos aplicar outros elementos orgânicos com maiores concentrações de nutrientes para compensar a voracidade das plantas.
Uma questão básica que devemos nos atentar é que as plantas não consomem material orgânico, apenas os elementos minerais são absorvidos e transformados, através do “milagre” da fotossíntese, em proteínas e açúcares.
Como sabemos todos os seres vivos de nosso planeta são compostos por diversos elementos minerais e esses elementos voltam para a sua forma original pela ação dos microrganismos no processo de humificação o que acontece na compostagem.
Dessa forma a regeneração é contínua na qual todos os materiais orgânicos podem e devem ser transformados pelos microrganismos e novamente virar “alimento” para as plantas e consequentemente para nós.
Existem diversos materiais orgânicos que contém Macro e Micro nutrientes com grandes concentrações, na sequência alguns deles com as principais características e as quantidades e frequência de aplicação.
Fertilizantes Orgânicos: São classificados como FERTILIZANTES ORGÂNICOS as misturas que não contém em sua FORMULAÇÃO materiais sintéticos ou químicos. Combinados ou puros têm o poder de Mineralizar Macro e Micro Nutrientes através de reações químicas que ocorrem no solo. As misturas utilizam de resíduos vegetais e animais (estercos) que diferem em suas composições, disponibilizando Macro e Micro nutrientes em diferentes concentrações, veja os exemplos:

BOKASHI - é o melhor fertilizante orgânico que você pode utilizar em sua horta. Veja o manual de como fazer o seu BOKASHI.
DICAS IMPORTANTES
• Os solos arenosos e aqueles que se regam muito necessitam mais Potássio.
• Para a brotação e o crescimento, as plantas necessitam mais água e mais Nitrogênio (N).
• Adube bem as plantas com fertilizante rico em nitrogênio antes da brotação.
• Assim que as plantas comecem a desenvolver-se com maior vigor (primavera), comece a fertilizá-las.
• As plantas, durante o crescimento, necessitam de mais água e mais "alimento".
• Plantas em floração não crescem e portanto deve-se reduzir a adubação durante essa fase.
• A floração deve ser estimulada com adubos ricos em Potássio (K) e Fósforo (P)
• As plantas com flores, árvores frutíferas e ornamentais necessitam adubos ricos em Potássio (K) e Fósforo (P)
• O Nitrogênio se locomove pela planta, assim quando uma folha estiver amarelando, pode ser que o nitrogênio desta folha esteja migrando à outra parte da planta, portanto deixe-a cair naturalmente, não a corte.
COMO APLICAR OS ADUBOS
A aplicação pode ser no solo (adubos e composto):
- Incorporando o produto ao solo
- Espalhando o produto próximo a planta
- Fazendo furos ao redor da planta e preenchendo com o produto.
A aplicação pode ser foliar (adubos solúveis em água):
- Pulverizando caules e folhas das plantas
A aplicação pode ser na rega (adubos solúveis em água)
- Regando a planta com o produto dissolvido na água.
APLICANDO ADUBOS NO SOLO DA HORTA
Aplique o FERTILIZANTE na ao redor dos caules ou em sulcos (pequenas valetas) no sentido da carreira de plantio.
Regue após a Aplicação.
Não aplique junto aos caules, pois o contato direto com os sais minerais pode queimar os tecidos do vegetal.
APLICANDO ADUBO NAS FOLHAS DAS PLANTAS
Não aplique FERTILIZANTES via foliar nas horas mais quentes do dia e em dias chuvosos.
Aplique em folhas e caules de cima para baixo e de baixo para cima.
Siga as instruções de diluição e frequência fornecidas pelos fabricantes.
Não utilize borrifadores, dê preferência aos pulverizadores de pressão.
ADUBO ORGÂNICO LÍQUIDO - FAÇA VOCÊ MESMO


PRAGAS E DOENÇAS
Nesse ponto cabe observar que plantas nutridas, bem adubadas, com irrigação adequada, com boa insolação e bem ambientadas são plantas sadias e não dão chances às pragas.
Outro fator muito importante é que só podemos considerar praga uma infestação, ou seja, uma lagartinha não irá condenar a sua Horta. Você pode trocar umas folhinhas de couve por um belo voo de uma borboleta, ou não?
A seguir algumas das infestações e doenças mais comuns que ocorrem em HORTAS e JARDINS.
Observe atentamente a descrição e os danos para fazer uma identificação correta e o processo de controle para agir rapidamente. Veja também as receitas, dicas e truques para o controle ORGÂNICO de sua Horta. NADA DE VENENO!
Formigas Cortadeiras - Saúva e QuemQuem
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Corte das folhas e brotações. Facilmente identificável pelos ninhos e pelos carreiros.
CONTROLE: Procurar os ninhos e colocar uma solução de 5 partes de água com 1 parte de cândida diretamente no “olho” do formigueiro para eliminar o fungo alimentar produzido pelas formigas. Repita a operação diariamente até a eliminação.
DICA: O Plantio de Hortelã e Salsa nas bordas ou imediações do jardim evita a aproximação.

Pulgões
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Suga a seiva da planta deformando a planta. Identifica-se pelas folhas enrugadas. São pequenos insetos de cor cinza esverdeado que formam colônias na parte interna das folhas ou junto aos caules e talos que sugam constantemente a planta podendo levá-la à morte. São muito comuns em todos os tipos de couves.
CONTROLE: Aplicação de CALDA FUMO veja receita nesse módulo. Quando identificado o ataque no início retire a ou as folhas infectadas e queime-as.

Lagartas
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Folhas e ou brotos furados ou derrubados. É facilmente encontrada nas plantas.
CONTROLE: Aplicação de CALDA DE FUMO E ÓLEO DE NEEN. Em caso de pequenas quantidades faça a catação manual e elimine-as.
IMPORTANTE: Para fazer a catação utilize luvas, algumas lagartas podem provocar irritações na pele.

Cochonilhas
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Suga a seiva da planta, fora de controle leva a planta à morte. Formam colônias na parte interior das folhas e nos caules, tem forma de pequenas escamas arredondadas de cor marrom ou de flocos brancos (plumagem) e pegajosos.
CONTROLE: Aplicação de CALDA DE FUMO.
DICA: A aplicação apenas de água com sabão também pode surtir efeito, pois o sabão asfixia o inseto.

Ácaros
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Minúsculos aracnídeos que se alojam na parte interior das folhas formando colônias que a olho nu parecem um pó preto. Sugadores vorazes enfraquecem a planta e desviam nutrientes, provocando deformações como: super-brotações, galhas e diminuição da floração.
CONTROLE: Aplicação de CALDA DE FUMO. Em caso de pequenas quantidades retire as folhas atacadas e elimine-as.

Percevejos e Vaquinhas
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Bonitos e coloridos que parecem besourinhos. Picam as plantas para a sucção da seiva e injetam substâncias infectantes, deixando nos locais perfurados manchas escuras.
CONTROLE: Aplicação de ÓLEO DE NEEN

Mosca Branca
DANO / IDENTIFICAÇÃO: São insetos diminutos recobertos por uma substância branca originando os nomes vulgares de “moscas brancas” ou “piolho farinhento”. Sugam continuamente a seiva vegetal provocando o definhamento até a morte das plantas
CONTROLE: Aplicação de CALDA DE FUMO. Em caso de pequenas quantidades retire as folhas atacadas e elimine-as.

DOENÇAS
Os agentes causadores de doenças nas plantas são seres microscópicos divididos em 3 grandes grupos: fungos, bactérias e vírus. Esses agentes podem promover uma centena de males como as doenças fúngicas: míldio, oídio, podridão parda entre outras.
DANO / IDENTIFICAÇÃO: Mofos e manchas sobre as folhas ou outras partes da planta, causando o apodrecimento. Atacam as plantas em todas as suas partes, podendo causar a morte. A disseminação dos fungos é feita pelo ar, ferramentas e pelas suas mãos, portanto quando uma planta for atacada erradique-a ou cure-a imediatamente.
CONTROLE: A única indicação orgânica para o controle e o combate às doenças fúngicas é a CALDA BORDALESA , produzida com sulfato de cobre e possui baixa toxidade, entretanto deve-se ter cautela em sua aplicação - veja o passo a passo de seu preparo e aplicação no tópico específico.
Existem diversas plantas que podem ajudar no controle de pragas e doenças.
Abaixo uma lista que não pode faltar em sua horta, é um controle natural e útil, mantenha essas plantas próximas a sua horta mesmo que seja em vasos e floreiras.

Calda de fumo - Inseticida natural




Calda bordalesa - Fungicida












