Triste primeiro lugar: BRASIL É O CAMPEÃO MUNDIAL DE DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS
Em uma ação realizada em Porto Alegre (RS) foram trocados os pratos tradicionais de um buffet de um restaurante de grande fluxo por outros 20% menores, nos quais literalmente faltava um pedaço. A idéia era chamar a atenção para os 20% de alimentos que são desperdiçados diariamente no Brasil. Vejam no vídeo abaixo:
Missão: Buscar onde sobra e entregar onde falta
Alimentos ainda próprios para consumo, mas que perderam seu poder de venda, e que iriam parar no lixo, são reaproveitados e direcionados para instituições e escolas que atendem pessoas e grupos carentes. Mais de 12 milhões de pessoas passam fome, e mais de 39 milhões de toneladas de alimentos frescos vão parar no lixo todos os dias no Brasil.
ONGs como a Banco de Alimentos em SP, e a Banco de Alimentos em Porto Alegre-RS, são iniciativas da sociedade civil que tem como principal objetivo minimizar os efeitos da fome, através do combate ao desperdício de alimentos e promover educação e cidadania, entre outros. Mais de 200 mil pessoas estão envolvidas, e trabalham no recolhimento e distribuiçãos destes alimentos só em São Paulo!
A iniciativa da ONG Banco de Alimentos representa a formação de um ciclo sustentável: Ao passo que são arrecadados excedentes de produção e comercialização, diminui-se o acúmulo de lixo orgânico e o desperdício de alimentos próprios para consumo, que complementarão a alimentação de milhares de pessoas em situação de risco alimentar e social. Há também desta forma um favorecimento à inclusão social destes indivíduos por meio de melhoria da saúde e estímulo ao desenvolvimento psicomotor. Isso porque, além de visarmos uma alimentação balanceada por meio de realização de ações profiláticas e educativas voltadas às comunidades atendidas, beneficiamos somente instituições que possuam em seu programa ações de inclusão social.
No entanto estas ações seriam insuficientes se o problema não for tratado em sua origem: ou seja, minimizando a cultura do desperdício e estimulando o não preconceito em relação às partes não convencionais dos alimentos (cascas, folhas, talos e sementes).
Trata-se de uma idéia única por ser sustentável em diversos aspectos, envolvendo questões de responsabilidade ambiental, social, econômica e nutricional.








